Colágeno depois dos 40: o guia completo para a mulher madura | Le Moritz
Beleza de dentro para fora
Guia do colágeno para a mulher madura
Você percebeu que fica muito cabelo na escova quando se penteia, ou que o rabo de cavalo não tem mais o mesmo volume? Já desistiu de deixar a unha crescer porque ela lasca ao tirar a chave da bolsa? Sente o joelho reclamar ao subir a escada de casa, de um jeito que não acontecia há alguns anos?
Se você passou dos 40, provavelmente respondeu sim para pelo menos uma dessas perguntas. E não está sozinha.
A maioria das mulheres trata cada uma dessas queixas separadamente: troca o shampoo, compra o fortalecedor de unhas, começa a descer a escada mais devagar. E atribui tudo à idade, ao estresse ou aos hormônios. Faz sentido, porque tudo isso pesa mesmo.
Mas há um motivo pelo qual esses quatro sinais aparecem juntos, e quase sempre na mesma fase da vida. Eles não são quatro problemas diferentes. São o mesmo, e ele tem nome.
Mas afinal, o que é o colágeno?
O colágeno é a proteína mais abundante do corpo humano. Pensa nele como a estrutura que sustenta você por dentro: é ele que dá firmeza e elasticidade à pele, que forma a cartilagem que amortece o joelho, que compõe boa parte do osso, e que fornece o que o corpo precisa para construir unha e fio de cabelo.
Pele, articulação, unha, cabelo. Os mesmos quatro lugares onde você começou a reparar em alguma coisa diferente. Não é coincidência: todos eles dependem da mesma proteína.
O colágeno sustenta quatro estruturas diferentes ao mesmo tempo. Por isso os sinais aparecem juntos.
O que muda
E depois dos 40, o ritmo muda
A produção de colágeno começa a cair por volta dos 25 anos, de forma tão lenta que você atravessa a casa dos 30 sem sentir nada. Depois dos 40 é diferente. É quando o estrogênio começa a oscilar, e ele é justamente um dos sinais que dizem ao corpo para seguir produzindo colágeno. Menos estrogênio, menos colágeno novo. A queda passa a ser rápida o suficiente para você reparar.
O que os estudos mostram
Mulheres perdem 30% do colágeno da pele nos primeiros cinco anos após a menopausa, e seguem perdendo cerca de 2% a cada ano depois disso.
E há um detalhe importante: essa perda acompanha a sua idade hormonal, não a idade do documento. Uma mulher que entrou aos 40 na perimenopausa, a fase de transição antes da menopausa, pode ter bem menos colágeno aos 50 do que outra da mesma idade que entrou aos 52.
Fonte: Brincat M. et al., Obstetrics & Gynecology, 1987; revisão publicada em Climacteric, 2022.
A queda começa cedo, mas só depois dos 40 acontece rápido o suficiente para você reparar.
Reposição de colágeno
O colágeno é para você?
A suplementação de colágeno é hoje uma das áreas mais estudadas quando o assunto é qualidade de vida depois dos 40. Repor os seus níveis ajuda você a enfrentar essa fase com mais firmeza na pele, unhas mais resistentes, cabelo com mais corpo e articulações mais confortáveis.
O suplemento de colágeno passa por um processo que o quebra em pedacinhos muito pequenos, os peptídeos. É isso que permite que ele seja absorvido e circule pelo sangue, em vez de ficar pelo caminho. E esses peptídeos funcionam como um recado: ao circular, avisam às células responsáveis pela produção de colágeno que é hora de trabalhar mais.
O que os estudos mostram
Já foram publicados mais de 100 estudos sobre suplementação de colágeno. Não é moda de internet.
Os resultados mais consistentes aparecem na pele, nas unhas, nas articulações e nos ossos, com doses de 2,5 a 10 gramas por dia e mudança visível a partir de dois a três meses de uso contínuo.
Fonte: revisão de estudos sobre suplementação de colágeno, Aesthetic Surgery Journal Open Forum, 2026.
Opinião médica
"Após os 40 anos, o colágeno da pele passa por um declínio mais acelerado. A partir dos 25 a 30 anos já há uma perda gradual, porém é após os 40 que esse declínio acelera. Junto da idade, existem também fatores hormonais que influenciam diretamente na pele. Nos primeiros cinco anos após a menopausa, estima-se que possa haver uma perda de até 30% do colágeno da pele, tornando a flacidez mais evidente. Quando falamos em estímulo de colágeno, a associação de um colágeno oral junto de procedimentos no consultório é a melhor escolha para garantir uma pele mais firme e mais saudável."
Atravessar essa fase se sentindo bem com o próprio corpo é o que a maioria das mulheres quer, e é exatamente por isso que o colágeno tem um papel tão importante. Como ele está presente em vários tecidos ao mesmo tempo, os benefícios da suplementação aparecem em várias partes do nosso corpo.
Venha conferir os principais benefícios do colágeno.
1
Pele
Você se olha numa foto e acha sua pele muito flácida?
A firmeza da pele vem de uma rede de colágeno que a sustenta como uma malha. Quando a produção cai, a malha afrouxa e a pele deixa de voltar ao lugar depois que você aperta, sorri ou deita. Ela também fica mais fina e mais seca, como se tivesse perdido o preenchimento por dentro.
Os peptídeos de colágeno agem justamente aí, estimulando a sua pele a produzir mais colágeno por conta própria. É o benefício mais bem documentado de todos.
O que os estudos mostram
Em mulheres de 45 a 65 anos, dois meses de suplementação reduziram em 20% as rugas ao redor dos olhos.
A pele delas passou a produzir 65% mais colágeno novo e 18% mais elastina, a fibra que faz a pele voltar ao lugar depois que você sorri.
Fonte: Proksch E. et al., Skin Pharmacology and Physiology, 2014.
2
Unhas
Você já desistiu de deixar a unha crescer?
Elas lascam ao tirar a chave da bolsa, ao abrir uma lata, ao fechar o zíper da bota. Descascam em camadas finas, como se estivessem se desfazendo. E você já tentou o esmalte fortalecedor, a base, o óleo de cutícula, e nada mudou de verdade.
Não muda porque o problema não está na superfície. A unha nasce de dentro e depende do que o seu corpo tem disponível para construí-la, e esmalte nenhum alcança esse lugar.
É aí que o colágeno atua. Ele fornece os aminoácidos que o organismo usa como matéria-prima para formar a queratina, a proteína que dá dureza e resistência à unha. Com mais matéria-prima disponível, a unha nasce mais firme e menos propensa a descamar. É também o benefício mais fácil de enxergar, porque a unha cresce e você acompanha essa mudança semana a semana.
O que os estudos mostram
Em mulheres com unhas fracas, seis meses de suplementação reduziram em 42% a frequência com que as unhas quebravam.
80% delas disseram que a aparência das unhas melhorou.
Fonte: Hexsel D. et al., Journal of Cosmetic Dermatology, 2017.
3
Cabelo
Você começou a perceber o cabelo mais ralo, com menos brilho e volume?
O colágeno fornece aminoácidos essenciais, que servem como blocos de construção para o crescimento capilar e dão origem a fios mais fortes e resistentes. Ao favorecer a elasticidade do fio e a retenção de umidade, o colágeno também ajuda a enfrentar queixas comuns como pontas duplas e frizz, deixando o cabelo mais macio e com mais brilho.
O que os estudos mostram
Em mulheres de 39 a 75 anos, quatro meses de suplementação aumentaram a espessura do fio. Quem não tomou continuou com o cabelo afinando.
Fonte: Oesser S. et al., International Journal on Nutraceuticals, Functional Foods and Novel Foods, 2020.
4
Articulações
Você já sentiu rigidez nas articulações ou incômodo no joelho ao subir escadas?
O colágeno é a principal proteína estrutural da cartilagem e dos tecidos conjuntivos, e é ele que dá a essas estruturas força, flexibilidade e sustentação. A cartilagem funciona como o amortecedor da articulação: é ela que protege as extremidades dos ossos e permite que o movimento aconteça sem atrito.
Com o passar dos anos, a diminuição do colágeno compromete essa estrutura, e o resultado aparece como desconforto, rigidez e menos liberdade de movimento. Ao suplementar, você fornece ao organismo os blocos de construção que ele usa para manter e renovar os tecidos ricos em colágeno.
O que os estudos mostram
Em pessoas com desgaste na articulação do joelho, seis meses de suplementação melhoraram em 39% a capacidade de realizar as atividades do dia a dia, como caminhar, subir escadas e levantar de uma cadeira.
Fonte: estudo publicado em Osteoarthritis and Cartilage Open, 2024.
Sem enrolação
Mas funciona mesmo?
Colágeno em pó não é digerido como qualquer alimento?
É a dúvida mais comum, e a resposta está no processamento. O colágeno do suplemento já vem quebrado em fragmentos muito pequenos, pequenos o bastante para atravessar o intestino inteiros e cair na corrente sanguínea. Ao circular, esses fragmentos sinalizam para as células que produzem colágeno que é hora de trabalhar mais.
Pesquisadores conseguem medir esses fragmentos no sangue depois da ingestão. Eles permanecem circulando por horas e chegam de fato aos tecidos, incluindo a pele.
Iwai K. et al., Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2005.
Isso não é mais uma modinha de suplemento?
O colágeno é estudado há décadas, e as pesquisas em suplementação oral se acumulam desde os anos 2000. Não é um lançamento de internet, e os resultados vêm de estudos conduzidos em universidades e centros de pesquisa.
Já foram publicados mais de 100 estudos clínicos sobre suplementação de colágeno, com resultados consistentes em pele, unhas, articulações e ossos.
Revisão de estudos sobre suplementação de colágeno, Aesthetic Surgery Journal Open Forum, 2026.
Não seria melhor investir em creme ou em um procedimento?
Não é uma escolha entre um e outro, porque eles agem em lugares diferentes. O creme trabalha na superfície da pele, hidratando e protegendo. O colágeno que dá firmeza fica na camada de baixo, a derme, e é produzido pelo próprio organismo. Nenhum creme alcança essa camada, e é por isso que a suplementação entra como complemento, e não como substituto.
Em mulheres de 45 a 65 anos, dois meses de suplementação reduziram em 20% as rugas ao redor dos olhos. Exames de biópsia confirmaram aumento de 65% na produção de colágeno novo e de 18% na elastina da própria pele.
Proksch E. et al., Skin Pharmacology and Physiology, 2014.
Eu já tomei colágeno e não vi diferença nenhuma
Isso acontece com frequência, e quase sempre por um de dois motivos: dose insuficiente ou tempo curto demais. O colágeno funciona por construção, não por efeito imediato. O organismo precisa de semanas recebendo o estímulo diariamente para começar a devolver estrutura, e quem toma por quinze dias e para nunca chega a ver o que a suplementação faz.
Os estudos usam doses de 2,5 a 10 gramas por dia, com mudança visível a partir de dois a três meses de uso contínuo. Nos estudos de unha, o efeito seguiu aparecendo mesmo quatro semanas depois do fim da suplementação.
Hexsel D. et al., Journal of Cosmetic Dermatology, 2017.
Depoimentos reais
Veja o que as mulheres 40+ estão falando sobre colágeno
★★★★★
"Estou tomando há 2 meses e sinto que as minhas unhas e o meu cabelo ficaram muito mais fortes. Parei de usar base fortalecedora, que era coisa que eu não largava, e hoje consigo lixar sem que elas quebrem no meio. E senti que meu cabelo parou de cair tanto, agora dá pra pentear sem ficar metade na escova kkkk. Ameiii!"
Sonia, 53 anos
★★★★★
"Meninas, sempre fui meio descrente de colágeno, achei que só ia conseguir essa reposição quando fizesse procedimento. Mas depois de 1 mês tomando já estou vendo diferença nas minhas linhas ao redor dos olhos, e a textura também melhorou muito!!"
Simone, 48 anos
★★★★★
"Eu tinha muitas dores nas articulações. Estou tomando colágeno todo dia há 2 meses e meu Deus, fez muita diferença! Amenizou bastante as dores que eu sentia. Meus ombros não doem mais depois do pilates, nem quando eu levanto de ter dormido em cima deles."
Monica, 67 anos
Comece hoje
Cuide de você de dentro para fora
Incluir o colágeno na sua rotina diária traz benefícios que se espalham pelo corpo inteiro: da elasticidade da pele à flexibilidade das articulações, passando pela resistência das unhas e pela espessura do fio de cabelo.
Seja para suavizar as rugas, fortalecer as unhas ou devolver corpo ao cabelo, a suplementação é uma alternativa natural e respaldada por pesquisa científica. Ela nutre o organismo por dentro, e o resultado aparece por fora.